Porto Alegre, Brazil: Arson attack against São Pedro Parish in Floresta barrio (Eng/Port)

church-burn

Received and translated on 16.11.16:

The earth from time to time rebelliously rebuilds what was thought extinct. These are the offshoots of rebellious roots and seeds that spread with the wind.

Here this already weary land has know the project of western civilization for over 500 years, and since then the contractors have drained all available life to execute their desires.
For each ship of expedition and conquest brought with them the objects of worship, the mystique, which in the service of power sought to dominate minds, bodies and spirits.

In each new settlement the civilizational project tried to impose itself: the church in the center, omnipresent, a market, a government, a chain…Masses, sermons, laws and punishments. The educational task of the church was to monitor and punish.The beatings and the executions in the public squares were spectacles that affirmed the norm: “Do what we say or we will break you.”

It’s project was implemented with lies, fire and bullets
Speaking the language, listening to the voices became forbidden
And to those who resisted, they tore off their ears and tongues
Did they want us to not hear the voices of the world around us?
These voices are not always human…

The engine of civilization is the violence, terror and subjugation that seeks the benefit of some causing the suffering of the rest. The conquering, oppressive, now bourgeois eye transforms everything it sees into an object of desire, possession and benefit, assuring itself privilege and domination.

The whole world is consumed for the interests of elites. It is produced, consumed, dying without being masters of wills and destinies.
The executioner speaks of morality and well-being. It preaches ‘clean living’ and offers salvation. With its disgusting mouth it devours everything it can and thus devours lives.
It speaks of peace. It manufactures weapons.
It speaks of well-being. It poisons your business.
It speaks of freedom and imposes the slavery of obedience.

But the blood of warriors runs in rivers and streams and feeds the quiet earth.
And in every stone, every tree and every tree is written the nameless.

Today we celebrate with our dead, we celebrate with our ancestors. They live  with us, their steps are ours. We celebrate their combative and rebellious lives, the tips of their spears that pierced the eyes of Portuguese, French, English and Spanish civilized conquerors. We celebrate their rebellions against the Inquisition and their insurrections against the civilizing immortals. Their revenge is ours. We celebrate their memory through the flames that we inflicted upon the doors of a church. The same civilizing church of 500 years ago, a symbol of civilizing and civic morality…because we know that the god they created is an eternal dictator…

War against civilization and its State…

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Porto Alegre: Portas da paroquia São Pedro queimadas no bairro Floresta

A terra costuma, de tempos em tempos, fazer rebrotar rebeldemente aquilo que se pensava extinto.
São brotos de raízes rebeldes e sementes que se espalham com o vento.

Aqui, esta terra já cansada, conheceu o projeto da civilização ocidental a poucos 500 e tantos anos e, desde então as empreiteiras do domínio tem drenado toda a vida disponível para executar seus desejos.
Para cada navio de expedição e conquista, chegavam com eles os objetos de adoração, a mística que, ao serviço do poder, pretendia dominar mentes, corpos e espíritos.

Em cada novo povoado o projeto civilizatório tentou se impor: a igreja no centro, omnipresente, um mercado, um governo, uma cadeia… Missa, sermão, leis e castigos. A tarefa educativa da igreja soube muito bem vigiar e punir. O espancamento em praça pública e as execuções eram espetáculos que afirmavam a norma: “faz o que digo ou te arrebento”.

Seu projeto se implantou com mentiras, fogo e bala
Falar a língua, escutar as vozes, se tornou proibido
E à aquelxs que se resistiam, arrancavam-lhes língua e orelhas
Acaso queriam que não ouvíssemos as vozes do mundo que nos rodeava?
Essas vozes nem sempre humanas…

O motor da civilização é a violência, o terror e a obrigação que busca o benefício de alguns provocando o sofrimento do resto. O olho conquistador, opressor, hoje burguês, transforma tudo o que vê em objeto de desejo, de possessão e benefício, assegurando para si o privilegio e a dominação.

O mundo inteiro se consome no interesse das elites. Se produz, se consome, se morre, sem ser donos das vontades e destinos.
O carrasco, fala em moral e bem-estar. Educa no “bom viver” e oferece a salvação. Com sua boca nojenta devora tudo o que pode, e assim devora, as vidas.
Fala de paz. Fabrica armas.
Fala em bem-estar. Envenena com seus negócios.
Fala em liberdade e impõe a escravidão da obediência.

Porém o sangue dxs guerreirxs correu em rios e córregos e alimentou a terra calada. E em cada pedra, cada rio, cada árvore está escrito o inominável…

Hoje, festejamos pelos nossxs mortxs, festejamos com nossxs antepassadxs. Suas vidas nos acompanham, seus passos são os nossos. Festejamos suas vidas combativas e rebeldes, as pontas de lanças que perfuraram os olhos dos conquistadores portugueses, franceses, ingleses e espanhóis, civilizadxs. Celebramos suas rebeldias contra a inquisição, as insurreições contra os inmigxs civilizadorxs. Sua vingança é a nossa. Festejamos sua memória através das chamas que provocamos nas portas duma igreja. A mesma Igreja civilizadora de faz 500 anos, símbolo da moral civilizatória e cidadã …porque sabemos que o deus que criaram é um ditador eterno…

Guerra contra a civilização e seu Estado…

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